Precisamos Questionar!


Muitos dos meus amigos dizem que sou questionador e que às vezes tenho opiniões muito polêmicas sobre determinados assuntos.


Mas acredito que nós, como seres humanos e, especialmente, como cidadãos que somos, detentores de direitos e deveres, células de um grande organismo chamado sociedade, precisamos e devemos questionar.


Questionar tudo! Raciocinar, avaliar, analisar, enfim, pensar!


E não aceitar as coisas só porque a maioria pensa desse jeito ou age de tal forma. Maioria nunca foi sinal de sabedoria ou de inteligência, muito pelo contrário. Como diria Raul: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".


Então fiz o blog nesse sentido e dei o nome de QUESTIONAMENTOS, ou seja, quem quiser entrar, participar, questionar, dar sua opinião, fique à vontade.


Na medida do possível vou estar postando aqui textos e artigos de diversos assuntos: política, religião, relacionamento... e de preferência que leve o leitor à reflexão.


É isso ai galera! Vamos questionar!

quinta-feira, 15 de março de 2012

O CONFLITO INTERNO



Ultimamente, tenho me questionado muito sobre minha essência, meus comportamentos, minhas prioridades e, como parte deste processo de autoconhecimento (ou seria um “autoquestionamento”?), tenho lido bastante. Vez ou outra, compartilho com meus amigos algumas destas leituras: reflexões e mensagens de cunho motivacional e espiritual. No entanto, por várias vezes, fico chateado comigo mesmo, vamos dizer assim, por ainda não estar vivenciando plenamente os valores apregoados. Mas é como dizem, na teoria é uma coisa, na prática é outra. Segundo Sócrates, "A maneira mais rápida e certa de viver com dignidade é ser realmente o que aparentamos ser. Todas as virtudes humanas aumentam e se fortificam quando as praticamos e as vivenciamos.


O fato incontestável é que somos imperfeitos, bons e maus, virtudes e vícios, num mesmo ser, ao mesmo tempo. Não tem jeito. É a nossa atual condição evolutiva. Reconhecer isso, confrontar esta nossa realidade - o “anjinho” e o “diabinho” que moram dentro de nós - já é um começo. O começo do quê? De tudo, da transformação, da evolução, de tudo o que compreende a maravilhosa jornada humana. A viagem ao âmago dos sentimentos, conhecer o próprio “eu”, buscar respostas e, talvez, refazer as perguntas. Portanto, se realmente queremos uma vida plena, cheia de aprendizados, realizações e experiências enriquecedoras, é importante ouvir a nossa “voz interior”, apesar do inevitável “tumulto interno” que ocorre quando despertamos este “eu” que estava adormecido.


A consequência imediata deste processo é o vislumbramento de um novo horizonte, uma nova perspectiva, muitas vezes totalmente diferente do que se imaginava “adequado” ou “sensato” - velhos costumes e padrões sociais que a maioria de nós seguimos de forma automática, impensada, irrefletida. Segundo Hammed “o mundo atual busca uniformizar as pessoas sem perceber que a própria Natureza é contrária a padronização” A sociedade gosta de reprovar as pessoas que não seguem um determinado padrão. Mas a própria Natureza é dinâmica, inconstante, progressiva. Nada é estático. Todos os grandes nomes da humanidade, os grandes feitos, foram justamente aqueles que desafiaram os padrões vigentes.


Viver é correr riscos, é mudar constantemente, é fazer escolhas, é ouvir a própria alma, a voz interior. Silenciar esta voz, como muitos fazem, é como colocar a vida no piloto automático. Seguir o padrão socialmente estabelecido sem questionar o “porquê?” não é viver; é “morrer lentamente” como disse Pablo Neruda em um de seus poemas: “Morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos”.


Diante desta realidade, não nos cabe também proferir julgamentos taxativos a tudo e a todos. Afinal, todos nos encontramos na mesma guerra, na mesma trincheira existencial. Este conflito interno, natural e inerente ao processo evolutivo, é incômodo, mas salutar, não para nos sentirmos culpados e inferiorizados, e sim para nos posicionarmos como humildes aprendizes universais - que de fato somos - diante da vida.


"Será que o que nós temos como verdade é verdade mesmo? Estamos nos sentindo bem? Estamos REALMENTE animados e felizes? De repente podemos estar PRESOS a determinados contextos e ainda não nos apercebemos de que precisamos modificar nosso modo de ver a vida. (...)"

"Eis algumas perguntas que podemos fazer para nós mesmos para identificarmos nossas crenças e valores, positivos ou não, e como eles afetam a nossa vida diária:


Qual o grau de influência da opinião alheia sobre meus atos e atitudes?


Quais crenças cooperam para meu bem-estar interior?


O que me dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões?


O que me impede de desfrutar uma vida plena?


Por que costumo fingir para agradar os outros?


Qual a razão de manter minha reputação alicerçada em um modelo exemplar?


Meus conceitos facilitam autoconfiança?"


"O livre-arbítrio - LIBERDADE DE AGIR E DE PENSAR - nos concede o poder de mudar nossas idéias, nossos modelos, concepções ou pensamentos, e de optar por crenças mais apropriadas ou favoráveis ao desenvolvimento de uma NOVA CONCEPÇÃO de universo interior e exterior. (...)"

"O estado de liberdade da criatura é proporcional ao seu AMADURECIMENTO espiritual. O indíviduo liberto, mais que idéias ou ideais, escolhe os autênticos VALORES DA ALMA, porque reconhece que estes orientam sua vida com LUCIDEZ, discernimento e ânimo. (...)"

"Considera e valoriza as orientações ou sugestões dos outros (cônjuge, familiares, amigos, educadores, etc) porque acredita que eles podem iluminar suas opções existenciais, mas nem por isso perde a AUTONOMIA de agir e pensar livremente.


"Sempre pondera e NUNCA JULGA de modo precipitado as experiências alheias; antes as observa e confronta com as suas e, por fim, as assimila ou as rechaça total ou parcialmente."


Paulo de Tarso disse: 'Não faço o bem que eu quero, mas pratico o mal que não quero'.”


Essas são palavras de uma criatura que mantinha um excelente nível de lucidez mental. O Apóstolo dos Gentios procurava manter a sua integridade ou unidade, admitindo as faces desconhecdidas de seu mundo interior. Sabia que não se iluminaria se não as aceitasse, suplicando fervorosamente ao Criador a orientação necessária sobre esses ESTADOS ÍNTIMOS DA ALMA.”


(…) não mais buscar uma vítima, ou seja, alguém ou alguma coisa para acusar e atacar. Não mais (…) fará dos outros alvo de seus infortúnios. Apenas quando nossas FRAGILIDADES deixarem de ser demonizadas é que seremos levados a lidar com elas em termos de experiência evolutiva.”


A lucidez dá integridade ao homem, mostrando que deve aceitar a si mesmo. Ao mesmo tempo, faculta-lhe uma visão clara que o impedirá de projetar seus pontos fracos nos outros (…)”


Negar o lado escuro da nossa personalidade, ou não lhe dar importância, é subestimar a sutileza de seu poder atuante em nossos comportamentos e atitudes. É imprescíndivel admitir nossa face desconhecida, pois só podemos nos redimir ou transformar até onde conseguimos ver.”


Trechos do Livro 'Os Prazeres da Alma' {Hammed}


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

REPRESENTADOS POR TIRIRICAS! ATÉ QUANDO?



Tiririca, o palhaço, o humorista e também o deputado mais votado nas últimas eleições. Não me surpreendeu. O nosso sistema democrático é uma piada mesmo. Só faltava um autêntico palhaço para completar o circo. Nada contra o Tiririca. É só um pequeno exemplo - dos vários - que reforçam a minha frustração com a democracia brasileira. O nosso “governo do povo” é um engodo. E bota engodo nisso. A coisa toda parece que foi feita para não funcionar. E não estou falando aqui somente da deficiência moral do ser humano - que faz com que muitas idéias boas fracassem. Estou falando da idéia em si mesmo, do que está no papel. Os furos são muitos. É praticamente um queijo suíço. Quero analisar aqui o que considero apenas um dos furos, apenas uma das inúmeras falhas do nosso sistema democrático.



Quando contratamos alguém para cuidar da nossa casa ou empresa, primeiramente avaliamos qual é a pessoa mais bem qualificada para a tarefa. Após escolhida e contratada, se ainda assim ela não faz um bom trabalho, ou pior, nos rouba, demitimos e contratamos outra. Simples assim. Nada mais lógico, não? Só que para ser político, representar o povo e cuidar da nossa nação, não é necessário ter qualificação nenhuma, segundo reza a sabedoria da nossa Carta Maior. Basta ser alfabetizado, saber ler e escrever e, conforme jurisprudência da justiça eleitoral, mal e porcamente, diga-se de passagem. Ah! e o mais importante, ter muita grana para iludir (o demoníaco marketing que transforma todos em quase santos) e comprar os votos dos mais pobres e ignorantes. Então eu pergunto: se a nossa Pátria é a nossa maior riqueza, você entregaria a administração da sua riqueza (seus bens, seu patrimônio, seus filhos, seu dinheiro etc) para alguém que não julga qualificado para a tarefa? Perceberam a incoerência?


Mas há muitos que argumentam contrariamente ao que digo: - “Não seja tolo! A Constituição foi sábia! Não se poderia exigir um critério maior que a alfabetização, pois isso iria contra um dos pilares sobre os quais foi erguido o nosso Estado Democrático de Direito, onde o povo é representado pelo povo e todos tem o direito de votar e ser votado. E limitar o poder de escolha do povo é restringir este direito fundamental.” E acrescentam: - “O problema da política brasileira é a falta de caráter, a corrupção, e não a falta de qualificação dos políticos.”


Engraçado falar em limitação do direito de ser votado. A própria exigência de ser alfabetizado já não é uma limitação? Nessa linha de raciocínio, o analfabeto, que ainda representa uma boa parcela do povo e que não pode se candidatar, tem tolhido, então, o seu direito democrático de ser votado (votar ele pode), afinal um analfabeto poderia ser eleito para representar os demais analfabetos, certo? Veja como essa argumentação não se sustenta. Todo poder, cargo, habilidade ou profissão demanda um certo preparo técnico, não é limitação. Para alguém ter o direito de dirigir tem que fazer autoescola e comprovar sua habilidade em exame posterior, para ser médico tem que fazer faculdade e posterior exame, para ser advogado também, e por aí vai. Ninguém está sendo impedido no direito de dirigir, de clinicar ou de advogar.


Não é incoerente que um deputado que irá fazer leis que regem a sociedade e fiscalizar o governo mantido também pela sociedade só precise ser alfabetizado, enquanto é exigido desta mesma sociedade formação, qualificação, conhecimento e preparo contínuos para realizar qualquer tarefa, exercer qualquer simples profissão (concurso de gari exige nível médio por exemplo)? Compreendo que não é uma garantia absoluta, que a pessoa pode ter qualificação e não fazer nada, roubar e etc, mas aí será questão de caráter e não de incompetência. Óbvio que o caráter é fundamental, mas infelizmente este requisito não pode ser medido por critérios objetivos, diferentemente do preparo, da qualificação técnica. Muitos não imaginam o desperdício que há de dinheiro público, não por corrupção ou maldade, mas por puro amadorismo mesmo. Já vi vários casos de má administração pública gerando prejuízos e sabe o que acontece? Nada! Não vou aprofundar o assunto aqui mas basicamente como não houve má-fé, dolo e enriquecimento ilícito, a própria lei e jurisprudência protege o gestor público nesses casos. Ou seja, a lei o protege dele mesmo! E o dinheiro foi para o ralo, nem para o bolso do infeliz foi!


E quanto aos legisladores, vejam as leis que são feitas nesse país! Já vi muita gente inteligente ficar repetindo o clichêzinho de que as nossas leis já são muito boas, o único problema é que não são aplicadas. Boas?? Muitas delas são um desastre! Um professor da faculdade dizia acertadamente que no Brasil há uma diarréia legislativa! Exemplos não faltam. Legislação tributária uma desgraça completa; leis processuais que alimentam a morosidade, a burocracia e a impunidade - processo penal só é bom para o advogado do bandido; a própria Constituição, tão aplaudida e reverenciada, mas com inúmeras contradições; e por aí vai, uma diarréia sem fim! Mas resumindo, esta é a dupla chaga do governo brasileiro: corrupção e incompetência! Se houvessem pessoas mais bem preparadas, pelo menos se eliminaria uma das chagas. Não se trata de limitar direitos, muito pelo contrário. Exigir qualificação é ser a favor da meritocracia.


Um outro argumento contrário ao que estou propondo é dizer assim: - “Existem pessoas que não tiveram nenhuma preparação técnica, nunca estudaram, nunca se formaram, mas na hora de trabalhar se revelam competentíssimas em suas áreas! Outras, possuem excelente instrução, mas na prática, no exercício da atividade, acabam se demonstrando incompetentes. Por isto, a exigência ou não de um nível técnico melhor para os candidatos não irá refletir necessariamente uma melhor atuação política.


Essa é boa! De fato, há algumas pessoas que não foram preparadas ou instruídas, que não fizeram escola, cursos, faculdade, e que, extraordinariamente, são competentíssimas em suas áreas. Mas convenhamos, são exceções! E a regra geral não pode se pautar pela exceção (ou não deveria). Por isso devem ser exigidos critérios objetivos, do mesmo modo que alguém pode saber muito de direito (um rábula) ou de medicina, mas não poderá ser efetivamente médico ou advogado se não preencher os pré-requisitos que a lei exige - ensino superior, exame da OAB, etc. Não é estranho que se exija tanto deles e nada dos cargos políticos, cujas atribuições influirão decisivamente na vida dos mesmos médicos, advogados e demais cidadão? Querer justificar dizendo que há pessoas que nunca tiveram formação nenhuma, mas se revelam brilhantes com a “mão na massa”, e outras que, mesmo com muito estudo e preparação adequada, são um fiasco, ah francamente, não cola. Insisto: é querer pautar a regra pela exceção. É o mesmo que dizer: – Pessoal o Silvio Santos nunca estudou, era camelô e ficou muito rico! Tirem seu filhos da escola, eles não precisam disso!


O que me deixa abismado é que deveríamos estar escolhendo os melhores dentre os melhores para nos representar, e não esses tiriricas da vida (com todo o respeito ao Tiririca como pessoa, palhaço e humorista). Mas ainda assim tem gente que argumenta: - “O povo é que deve fazer este filtro na avaliação do mais preparado. Cabe ao povo a escolha. Isto é a democracia: o povo vota e escolhe aquele que julga ser o melhor para representá-lo.”


Este sim é um típico argumento de quem estuda muitas belas teorias, mas ignora a realidade dos fatos. Um cidadão consciente, que tem um bom emprego, uma boa estrutura familiar, uma boa educação e formação, quando vai votar - pode ser - que faça esta ponderação. Pensa no coletivo, avalia o mais preparado, o que mais confia, as melhores propostas etc. O problema é que a maioria não vota desta maneira. Justamente pelos fatores opostos: má educação, cultura, miséria, etc. A grande maioria troca o voto por cesta básica, por promessas de emprego, por favores em geral. E não adianta simplesmente condenar os que fazem isso, porque muito provavelmente se estivéssemos na mesma situação social, cultural e intelectual faríamos o mesmo. Esse papo de simplesmente deixar à mercê do povo a escolha dos melhores representantes é muito bonito na teoria, mas na prática não funciona. Numa sociedade mais avançada talvez funcione. Veja um exemplo bem fresco: a lei da ficha limpa. Ela é antidemocrática então?? Sim, porque pela democracia plena, sem restrições, sem exigências, sem limitações ao direito de votar, totalmente livre, o povo é quem filtra pelo voto, então se o povo escolher um bandido já condenado pela justiça, o povo julgou que, apesar disso, ele seria o melhor representante, certo?!? A vontade do povo quis assim e a democracia foi plenamente satisfeita, é isso?!? Percebam, numa sociedade mais avançada nem estaríamos discutindo lei de ficha limpa porque o próprio povo iria expulsar os bandidos pelo voto. Como sabemos, não é essa a realidade do povo brasileiro.


Vejamos mais um argumento contrário ao que estou esmiuçando aqui: - “No Brasil, hoje, ainda é a minoria da população que possui alta qualificação, nível superior por exemplo. A exigência desse requisito acabaria por limitar, portanto, a elegibilidade apenas à minoria da população. Ora, se o poder emana do povo, não pode exercê-lo uma pessoa que não representa a sua (o povo) realidade. O Congresso deve ser o microcosmo da sociedade brasileira. E mais: - Os políticos não precisam ter nenhum tipo de formação, já que contam com uma equipe de assessores e profissionais qualificados para ajudá-los. Portanto, não é necessário conhecimento técnico para ser político.”


Interessante. Povo representado pelo povo. Concordo. E, como já disse, este povo deve ser representado pelos seus melhores integrantes – e acho que todos concordam com isso. Então porque o sujeito ralou, batalhou, se instruiu, estudou e se preparou para ascender profissionalmente, intelectualmente, enfim, para se tornar uma pessoa cada vez melhor, ele não é mais da “categoria” povo? (já escrevi um texto neste blog sobre esta inversão de valores que muitos pseudo-intelectuais socialistas gostam de fazer, veja o link: http://precisamosquestionar.blogspot.com/2010_11_01_archive.html ) Sob outro ponto de vista, vejamos numa empresa, quando se vai votar para quem vai comandá-la. Normalmente a votação já se dá dentre os mais bem preparados para o cargo, ou seja, não há possibilidade de que o estagiário da empresa seja o escolhido, na verdade, ele nem está dentre os candidatos. Contudo, este estagiário pode ir estudando, trabalhando, crescendo na empresa, galgando os diversos setores, até que esteja com todos os requisitos para se tornar o chefe. Percebam, ele não está terminantemente excluído de uma oportunidade de assumir o comando da empresa, ele pode se preparar e chegar lá! E não é isso o que acontece frequentemente em muitas empresas? A diretoria destas empresas, compostas de pessoas que começaram em baixos cargos e foram ascendendo em diversos setores, não representa o “microcosmo” da empresa?! É coerente entregar o comando da empresa ao estagiário? Eu sei que a comparação não é exata, porque empresa é diferente de Estado, um é privado, outro público, um persegue o lucro e o outro não e blá blá blá! Mas, carambolas, uma cidade, por exemplo, não é até muito mais complexa que uma empresa, com obras a executar, postos de saúde a gerenciar, escolas a melhorar, etc? Para exercer o papel de prefeito de forma competente e eficiente não seria necessário um conhecimento técnico mínimo sobre administração, contabilidade, legislação, etc? Não há conhecimentos específicos em relação a administração de uma cidade que um prefeito deveria saber? Isso sem falar na questão da maturidade e experiência que um cargo político deveria exigir. Para ser vereador a idade mínima prevista na Constituição Federal é de 18 anos, Prefeito, 21 anos! Um absurdo na minha humilde opinião. Mas nem vou adentrar nesse mérito agora, fica o tema para um outro questionamento.


Sobre ser exigido nível superior para se candidatar, entendo que é discutível. Não disse que deveria ser necessariamente esse o requisito. Não é isto que estou colocando aqui. O que questiono é não se exigir NENHUMA formação, conhecimento, experiência, NADA! Poderia ser colocado, por exemplo, alguma experiência comprovada em administração, como critério para se candidatar ao executivo. No caso do legislativo, poderia ser realizado um curso específico e o candidato faria um exame no TRE sobre confecção de leis, noções de direito, etc. Não sei ao certo, mas qualquer coisa seria melhor do que simplesmente o cara ler "vô-vô vi-u a u-va da vó-vó" não é? Quem administra um hospital, por exemplo, nem sempre é médico, mas tem um baita conhecimento em como administrar um hospital, fruto de muito estudo e trabalho com certeza. E essa de se cercar de assessores e profissionais, de contratar todo mundo, é uma boa saída claro! Quer dizer, o chefe mesmo não sabe nada e tudo o que faz é assinar embaixo aquilo que os outros fazem. É como funciona nos ministérios do governo. Por exemplo (isso nem acontece no Brasil), indicação política de um ministro dos transportes que não tem qualificação nenhuma em transportes. Mas tudo bem, os assessores deles saberão o que fazer, certo?!


Maravilha. Então vamos também eleger juízes, promotores, delegados, por votação popular, bastando que sejam alfabetizados. Eles não saberão das leis, dos trabalhos que terão de desempenhar, mas se cercarão de assessores qualificados para isso. O Judiciário também não é um dos três poderes? O poder não é do povo? Então democracia nele também! Olha que ótima ideia.


Ao discutir sobre o tema com meus colegas me alertaram também sobre um "cursinho" de legislação para parlamentares eleitos (veja o link: http://oglobo.globo.com/politica/deputados-federais-novatos-tem-cursinho-para-aprender-sobre-funcionamento-da-camara-2839847 ) Fala sério!? Pelo que eu li é mais uma piada. Primeiro, que não é obrigatório, segundo, pelo que entendi, é uma espécie de "intensivão", tipo um produto daqueles comerciais, fiquei imaginando: - “Adquira agora mesmo o seu curso e vire um legislador alto nível em poucas horas! É fácil, prático e rápido! Confira o depoimento do Deputado Tiririca: É isso aí abestado!! Agora eu sei fazê as lei! Ô mininu lindu!” E outra, a lógica não é a de se preparar antes para aquilo que se almeja, o cargo pretendido? Você entra no cargo de médico e estuda para medicina depois?


Mas, concluindo a ideia inicial, eu sei que o fato de indivíduo ser preparadíssimo não é garantia de que ele será um bom governante ou legislador. Mas o que pode também um sujeito bom e honesto sem preparo, competência? O que pode um cordeiro num covil de lobos? Dizer que alguém tem que estar preparado minimamente para o cargo que pretende exercer soa tão absurdo assim quando se trata de cargos políticos? Não estou afirmando aqui que ter pessoas mais bem qualificadas no poder seria a salvação da lavoura, uma revolução e o país iria se tornar melhor por conta disso. Talvez tudo continuasse na mesma, já que o grande cerne dos problemas da humanidade é a questão moral. O que questiono é a inversão de valores, a falta de lógica, de bom senso, de razão, e a INCOERÊNCIA de que para ser um funcionário qualquer você precisa ser preparadíssimo, estudar e trabalhar muito, e para ser representante máximo de um poder estatal você pode ser um... tiririca!


Como se não bastasse tamanha incoerência, há ainda o fato de que não temos meios de “demitir” o político escolhido. Temos que aturá-lo lá por 4 longos anos. É como passar um cheque em branco, uma procuração irrevogável com amplos poderes. Nesse ponto a nossa querida Constituição acertou em cheio ao dizer: "O poder emana do povo..." De fato, emana, e uma vez emanado não volta nunca mais. Mas ainda nos resta algum poder - o poder de estudar, de trabalhar, de questionar, de reclamar, de espernear, de protestar, de formar e educar bem os nossos filhos, de participar de algum trabalho social, de ser cidadão efetivo (não apenas votar e já achar que fez seu papel) enfim, de contribuir de alguma forma para a construção de um mundo melhor. A coisa é difícil, mas essa é a idéia, não adianta esperar por políticos messiânicos, “o sistema” (como diria o herói brasileiro Capitão Nascimento) ainda é voltado para o mal. Eu disse - ainda - pois as coisas podem - e vão - mudar, em breve espero. Já estão mudando, dizem os mais otimistas. Pode ser. Mas a mudança real começa em nós mesmo, de dentro para fora. Mudar o mundo é mudar nosso mundo interior - esse é o verdadeiro poder - e que está ao nosso alcance.


Este link também traz ideias interessantes sobre o tema: http://www.kanitz.com/veja/democracia_negativa.asp



Por Rodolpho Barreto Pereira, com a colaboração de Igor Loureiro e Fabiano Miranda.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ANO NOVO! VIDA NOVA?


Ano novo, vida nova! Será mesmo? As pessoas costumam dizer umas para as outras: - Feliz ano novo!

E brindamos! E comemoramos! É a chegada do novo! É como um recomeço!

E é salutar pensar desta forma - em um recomeçar! Segundo Carlos Drummond de Andrade,

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias - a que se deu o nome de ano - foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra frente vai ser diferente!"

Mas o poeta também reconhece que, fora os números no calendário, não há nada de diferente, nada muda.

Os dias que virão serão absolutamente iguais aos dias que passaram. O sol nasce e se põe do mesmo jeito.

Quem vai operar alguma mudança somos nós mesmos, seja no início, no meio ou no fim de qualquer ano.

Mudança! Esta é a palavra! Gabriel Pensador canta que

"Quando a gente muda, o mundo muda com a gente


A gente muda o mundo na mudança da mente,

E quando a mente muda a gente anda pra frente


Na mudança de atitude não há mal que não se mude

Na mudança de postura a gente fica mais seguro,

Na mudança do presente a gente molda o futuro!"


Mas para um ano de mudanças é preciso muito mais do que simplesmente acreditar que dias melhores virão.

É preciso ir a luta! Correr riscos... fazer escolhas... encarar o desconhecido...

Ainda nas palavras de Drummond,

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

NATAL... AMOR...FAMÍLIA...


NATAL, época de paz, amor, confraternização, esperança!

Época de reflexão! De pensar no próximo! De buscar os bons sentimentos!

Refletir é sempre importante não é mesmo? Como na música:

"Então é Natal, e o que você fez?

O ano termina, e nasce outra vez,

Então é Natal, a festa Cristã,

Do velho e do novo, do amor como um todo
"

Amor! Amor ao próximo! Como bem lembra o aniversariante Jesus!

E sendo a família o nosso próximo mais próximo....

Concluí-se que estar com a família é extremamente.... natalino!!

Mas sempre há algum chatonildo que diz assim:

- Ah você não sabe? Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro! Os historiadores já comprovaram isso.

- E digo mais - continua o chatonildo - o Natal na verdade é uma festa pagã que já existia há muito tempo antes do Cristo!

Os chatonildos que me desculpem, mas acho que nada disso importa!

Porque se o Natal for só um pretexto mal arranjado para se confraternizar em família para mim já está valendo!

Afinal, família é a base, o alicerce. É onde nos sentimos seguros, protegidos.

Basta somente pensar na família para sentir conforto, bem estar e ânimo para seguir em frente.

Percebemos que não estamos sozinhos. Estamos unidos, conectados!

Pelos laços de sangue, laços de casamento, mais que isso - laços de afeto.

O Natal só serve para nos forçar a se reunir em família pelo menos uma vezinha no ano?

Então que bom que o Natal existe!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

NATAL E FAMÍLIA


Se refletir no Natal é refletir em Jesus,

E se refletir em Jesus é pensar no próximo,

E se o nosso próximo mais próximo é a família

Então Natal é tempo de família!


Pensando nisso posso dizer: sou um homem de muita sorte!

Não só porque tenho uma grande e maravilhosa família

Não só porque sei que essa família me ama

Mas porque eu sou parte e fruto dessa família


Eu sou cada um dos meus familiares

Eu sou fruto do amor concedido, das conversas,

dos carinhos, dos puxões de orelha

Eu sou um pouco de cada um: pai, mãe, irmãos, primos, tios, avós


Mas peço licença para falar rapidamente de três em especial,

meus três anjos da guarda, meus três heróis, meus três amores


José Aparecido Clementino Pereira, é José, mas não qualquer Zé

É o Clementino, o Compadre, o Tio, é o meu Pai

Exemplo de honestidade e de trabalho

e também exemplo de uma humildade ímpar:

Conversa com todos de igual para igual,

com a mesma atenção, com o mesmo cuidado,

seja um porteiro, seja um ricaço, seja quem for


Maria Joana Barreto Pereira,

É a Joaninha, a Comadre, a Tia, a minha Mãe

Minha mãe, grande exemplo de mulher guerreira e batalhadora,

e ainda exemplo de solidariedade, de amor, de espontaneidade

A bondade com que trata os seus é admirada e reconhecida

por todos aqueles que tem esse privilégio


Vinicius Barreto Pereira,

O filho, o primo, o sobrinho querido, o meu irmão

exemplo de companheirismo, sensibilidade, amizade

Juntos somos uma grande dupla,

somos razão e emoção, equilíbrio e coração

Somos amigos de verdade, e a nossa parceria é

inabalável, indestrutível, invencível


Minha família, minha base, minha força

Não importa se estou perto, se eu estou longe

Eu sou um homem de muita sorte!

Tenho uma maravilhosa família

essa família me ama.. e eu também a amo


E por isso só posso agradecer

Obrigado, obrigado, mil vezes obrigado!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A POLÊMICA QUESTÃO INDÍGENA


Eu respeito os índios. Assim como respeito os brancos. Assim como respeito os negros. Assim como respeito e procuro respeitar todos. Afinal, somos todos seres humanos não é mesmo? Mas o que me chama atenção na complexa e difícil situação indígena no país, e especialmente no nosso estado, é que não parece haver um projeto de longo prazo, sério e claro que devolva de fato a dignidade e autonomia que os índios perderam com a dominação dos brancos. O foco central das controvérsias é a demarcação de terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas. Ou seja, seus ancestrais teriam sido expulsos de terras hoje ocupadas por ricos fazendeiros. Estas devem ser devolvidas aos descendentes, seus legítimos proprietários. Nada mais justo, não?

Obviamente, o assunto exige um melhor aprofundamento. Mas a grosso modo, vamos lá, demarcam-se as terras como prevê a Constituição e fim de conversa. O que quero entender é: O que vem depois disso? O que se pretende? Os índios serão transformados em agricultores? A situação atual de famílias vivendo de cestas básicas doadas pela FUNAI, sem recursos, sem água potável, sem perspectivas, irá mudar pela pura e simples aquisição de mais terras? Tudo bem, os índios sairão das beiras de estradas, onde muitos já morreram atropelados, e terão um espaço maior para viver. Mas e aí? Há um programa para especializar os índios em agricultura de maneira que eles subsistam dessa atividade econômica?

Ah, isso é papo de branco, muitos dirão! O índio não é assim, ele tem uma relação diferente com a terra. Ele vive em harmonia com a natureza. Não é uma relação econômica. A natureza provê tudo o que ele precisa para viver. Natureza? Que natureza? Infelizmente, não há mais natureza nestas terras pleiteadas pelos indígenas. Não há mais floresta nativa, não é mais possível caçar o alimento com arco e flecha. Hoje o que há nessas terras é somente uma grande área destinada a alguma atividade agropecuária. A natureza, a floresta, os animais, as árvores, tudo se foi. E o pouco que há é preciso preservar, sem dúvida.

O que quero dizer é que não é mais possível voltar ao "status quo" do indígena primitivo. Não se trata de civilizar o índio. A transformação de seus hábitos já se operou. Muitos deles já falam português, usam computadores, vestem calças jeans, camisetas e tênis da nike. Como todos nós. Os índios querem energia elétrica, moradias, escolas, saúde e segurança. Como todos nós. Percebam, o problema não é só indígena. O problema é muito maior. A questão é de dignidade da pessoa humana. Do índio, do branco, de todo mundo.

Claro que o aspecto cultural do indígena deve ser levado em conta. Como de qualquer outro povo. Não discuto isso. E todo povo tem seu valor. Não é porque uma sociedade é mais desenvolvida tecnologicamente que ela é superior. Aliás, em muitos casos se dá o contrário. Mas o fato é que, bem ou mal, as coisas mudaram. Os negros, de maneira semelhante aos índios, também viviam em tribos e ocas quando os tiramos de seu "habitat" para escravizá-los. A tecnologia e o capitalismo estão aí, queira ou não queira.

Antigamente o índio vivia da terra e da natureza. Hoje, infelizmente, ele precisa de dinheiro para sobreviver. Então pergunto novamente: Qual a colocação do índio nesse contexto? Apenas “ser índio”? O simples fato de ser índio provê o sustento dele e de sua família? Superado o problema das terras demarcadas serão eles transformados em agricultores e poderão subsistir e ter autonomia com essa atividade? Ou continuarão dependendo de cestas básicas e morrendo à míngua em assentamentos sem nenhuma infraestrutura? Será que há mesmo um projeto sério para a verdadeira libertação do povo indígena?

Ou será que a coisa é mais ou menos como vemos nas políticas e programas sociais para “homem branco”? Não se estabelecem metas de longo prazo para geração de renda, não se investe em educação e qualificação, as populações carentes permanecem dependentes e o assistencialismo perdura por prazo indeterminado. Resumindo, a boa e velha massa de manobra. Estou enganado?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Minhas despedidas do MPF/MS


Eu tenho um sonho. Eu tenho uma esperança que brota do fundo da alma e que hoje quero compartilhar com vocês. Eu sonho com um mundo de justiça, de paz e de amor. Um mundo em que o interesse coletivo realmente prevaleça sobre o interesse individual. Um mundo em que criminosos sejam punidos, e não aplaudidos, e onde cidadãos de bem sejam respeitados e admirados, não pelo cargo ou posição social, mas pelo caráter.

Infelizmente, o mundo atual ainda vive uma terrível inversão de valores e, por isso, o mundo que sonho, ainda é um sonho. Mas trabalhar no Ministério Público me fez acreditar ainda mais nesse sonho, nessa esperança. O MP me fez refletir ainda mais sobre essa luta por um mundo melhor a qual todos nós, que nos consideramos pessoas do bem, devemos abraçar, seja como membros, servidores, cidadãos ou seres humanos.

E nessas minhas reflexões, cheguei uma vez a associar a luta que travamos com um conhecido adágio popular: água mole, pedra dura, tanto bate até que fura!

A água mole somos todos nós, cidadãos de bem, que clamamos por justiça. A água mole é o próprio MP, no seu mais puro proceder, na defesa incansável do interesse público. A água ainda é mole, mas não importa - ela bate, e deve continuar batendo, na pedra, ainda dura, da impunidade, da injustiça e da bandidagem. Até que um dia, quem sabe, a água vai se tornando corrosiva... a pedra vai se enfraquecendo... e um novo mundo vai se vislumbrando...

Trabalhar no MP me fez firmar ainda mais esse ideal. O ideal de que a luta pelo bem vale a pena, mesmo que ainda pareça uma briga desigual, mesmo que - na nossa visão acanhada das coisas - ela pareça perdida, infrutífera. Ao contrário do que muitas vezes pensamos, quando se escolhe o lado do bem nunca se perde. Jesus nos ensinou isso quando foi crucificado. Crucificado por amar. Ele venceu sua luta. Ele venceu o mundo.

Quando falo que me formei em direito e me perguntam se estou advogando, eu respondo com muito orgulho: “Que advogando que nada! Trabalho no Ministério Público Federal. O nosso cliente é a Justiça, a Coletividade!” Eu AMO trabalhar no MP! Eu AMO trabalhar com vocês!

A saudade será inevitável. Vocês todos foram por muito tempo meus mestres, meus professores, meus amigos, meu porto seguro. O ambiente de trabalho só é dito por todos como maravilhoso essencialmente por causa das pessoas que aqui trabalham. Eu vejo aqui que todos são pessoas especiais, pessoas do bem, e é essa energia que faz da PR/MS este lugar agradável, de trabalho, de amizades, de sonhos e esperança.

Citando uma música de Lulu Santos, vou dizer o que vejo quando olho para todos vocês do MPF/MS: “Eu vejo a vida Melhor no futuro Eu vejo isso Por cima de um muro De hipocrisia Que insiste Em nos rodear. Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não.”

Obrigado PR/MS. Muito obrigado mesmo!




VÍDEO: http://www.uhnews.com.br/noticias-ler/servidores-publicos-protestam-por-aumento-salarial/20953/24/GERAL