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Precisamos Questionar!
Muitos dos meus amigos dizem que sou questionador e que às vezes tenho opiniões muito polêmicas sobre determinados assuntos.
Mas acredito que nós, como seres humanos e, especialmente, como cidadãos que somos, detentores de direitos e deveres, células de um grande organismo chamado sociedade, precisamos e devemos questionar.
Questionar tudo! Raciocinar, avaliar, analisar, enfim, pensar!
E não aceitar as coisas só porque a maioria pensa desse jeito ou age de tal forma. Maioria nunca foi sinal de sabedoria ou de inteligência, muito pelo contrário. Como diria Raul: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Então fiz o blog nesse sentido e dei o nome de QUESTIONAMENTOS, ou seja, quem quiser entrar, participar, questionar, dar sua opinião, fique à vontade.
Na medida do possível vou estar postando aqui textos e artigos de diversos assuntos: política, religião, relacionamento... e de preferência que leve o leitor à reflexão.
É isso ai galera! Vamos questionar!
sábado, 3 de agosto de 2013
O QUE É EDUCAÇÃO?
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
*Texto enviado pelo amigo Luiz Eduardo "REFLEXÕES SOBRE A SÚMULA 492 DO STJ. ACERTO OU DESACERTO DA CORTE DA CIDADANIA?"
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
*Texto enviado pelo amigo Glauber S Rodrigues Martelli "A BOA E VELHA SEGUNDONA"
Começa tudo no domingo a tarde, que vai “minando” a nossa depressão com intermináveis programas de humor sem graça nenhuma, apresentadores insuportáveis e uma extensa programação na TV paga que quase não faz valer a pena o dinheiro investido, somados à agenda cultural quase nula das nossas cidades nesse dia de ócio. Isso tudo gera um clima de enterro que permeia o “boa-noite” de domingo e se estende até até o dia mais mal falado da semana.
E o mais consolador, logo em seguida : não me senti confortável com nada daquilo que ouvi e vi, sinal de que ainda trago comigo aquele sentimento, que talvez tenha sido o responsável por muitos terem transformado o seu meio e ainda fará outros criarem coisas novas e sentirem-se animando em viver: o Inconformismo. O sentimento avesso à aceitar tudo como está e pronto.
Antes mesmo de você julgar esse texto como mais uma “conversinha de bar entre amigos”, posso afirmar categoricamente que toda essa introspecção veio de forma rápida e quase instantânea e mudou completamente minha forma de enxergar a Segunda-feira!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Você lê autoajuda*?
Quando eu recomendo o best-seller “O Monge e o Executivo - Uma história sobre a essência da liderança” de James C. Hunter, é comum a reação negativa de algumas pessoas, que torcem o nariz: - Eu não leio autoajuda! Puro preconceito. O livro é ótimo. Que importa o rótulo que colocaram nele? Se um livro é bom, que importa a capa? É claro que dentro do gênero chamado autoajuda há livros ruins. Livros bobos, repetitivos, melosos, superficiais... Como em qualquer outro gênero. Sempre haverá livros bons e livros ruins (e mais estes que aqueles) para todos os gostos, tamanhos, cores, sabores e gêneros.
Mas o que me intriga é esta classificação. Afinal das contas, o que determina um livro com sendo de autoajuda? Todo bom livro não seria uma autoajuda? Se você lê um livro de ficção, poesia, história – seja qual for – e, após esta leitura, você sente um enriquecimento interior, sente que, de alguma forma, está melhor que antes, então me diga, o que ocorreu neste processo? Você não se “autoajudou”? A não ser que alguém tenha lido para você, o que foi isso senão uma autoajuda? Os livros de grandes pensadores, filósofos, cientistas não são de autoajuda? Quem classifica? E, pergunto novamente, que importa?
Até mesmo os chamados grandes clássicos da literatura trazem profundas reflexões e valorosos ensinamentos. Como qualquer bom livro, seja ou não seja rotulado como de autoajuda. Acho que alguém deve ter achado “cult” dizer que não lê autoajuda, como se falasse para si mesmo: - Já sou bom o suficiente, não preciso de ajuda de ninguém. Nem a autoajuda, ou seja, não aceita ajuda nem dele mesmo. E aí os outros saíram repetindo o mesmo para se dizerem “cults” e autossuficientes também ('autossuficientes' dobra o 's' - mais uma do novo acordo ortográfico).
Ao longo da narrativa são transmitidos ao leitor princípios, conceitos, mensagens e valores importantes, de grande utilidade para a vida pessoal e profissional de qualquer indivíduo. É um livro muito bem escrito, rico e instrutivo. Ah, isso é autoajuda? E é isso que você não lê? Bom, então não quero nem saber o que você anda lendo.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Para mulheres e homens
Mas vamos aprofundar mais o tema. O sexo é ainda um verdadeiro tabu para muitas mulheres. Deixando idéias machistas, preconceituosas, conservadoras e religiosas de lado (ou considerando todas elas), eu penso o seguinte: consulte a própria intimidade. Não faça ou deixe de fazer algo baseado na opinião da sociedade. Isso serve para tudo. Guiar a própria vida para ficar "bem" aos olhos dos outros só acarreta infelicidade e frustração. Não vale a pena. Como todos sabemos, apesar da revolução feminista, boa parte da sociedade ainda é extremamente machista. De forma hipócrita, muitos homens julgam as mulheres porque bebem, fumam, dançam, usam roupas curtas etc, como se fossem arautos da moralidade. E você, o que vai fazer? Vai se manter virgem para casar com um machão desses? E se não der certo, vai ficar se lamentando, culpando os homens, a sociedade? Por favor, não me entendam mal, não estou levantando a bandeira da libertinagem sem freios. Não acho que o sexo deva ser banalizado. Mas também não acho que deva ser santificado, colocado num pedestal. Muito pelo contrário, a falta de uma abordagem franca e honesta sobre o tema é o que gera a maior parte das frustrações nesta área. É fundamental estar bem resolvida com você mesma para poder ficar bem com outra pessoa. Se ainda não se sente assim, vá atrás das respostas - livros, médicos, psicólogos, terapias estão aí para isso. Meu conselho então: o que quer que faça ou deixe de fazer, faça por vontade própria, por convicção íntima, pelo seu entendimento e posição acerca do assunto, não para seguir o padrão social, tampouco por rebeldia a ele, mas por você mesma. E não adianta lutar contra os julgamentos da sociedade, desses muitos "homens das cavernas" que andam por aí. Sempre tem um babaca que dá carona para uma garota e depois espalha que transou com ela. É uma luta inglória. Portanto, seja você mesma e seja feliz! Sendo mais direto, vou dizer minha opinião. Não acho nem certo, nem errado. Cada caso é um caso. Não é por aí que se mede o valor da mulher. Quem o faz é machista, antiquado e não merece consideração.
Viva, sem esperar nada em troca. Porque a própria vida já é o grande prêmio.
terça-feira, 20 de março de 2012
*Texto enviado pelo amigo LUIZ EDUARDO SANT’ANNA PINHEIRO "Bullying é muito mais que uma brincadeira sem graça: quem pratica pode ser punido!!"

Lamentavelmente, o BULLYING é muito praticado entre os adultos e podemos citar vários exemplos, como no caso do político que, ao se julgar mais importante do que o resto do mundo, trata as pessoas com arrogância e passa a ser, em certa medida, violento, ou ainda do empresário que humilha seus funcionários só porque lhes paga salário, sem nos esquecermos de muitos outros casos e comportamentos semelhantes que vemos em nosso dia a dia. Essas pessoas, com atitudes que agridem ou intimidam seus semelhantes, estão praticando o que possivelmente já praticaram em outros ambientes: o bullying.
Agora, transfira tudo isso para os bancos escolares. A conduta refere-se à prática discriminatória que ocorre entre grupos de alunos, no qual um deles é escolhido para se “pegar no pé”, ou ser a "bola da vez". Nesse contexto, os “valentões” caçoam dos mais “fracos” como objeto de diversão, prazer e poder. E nem é preciso dizer que tal fato é MUITO MAIS QUE UMA BRINCADEIRA SEM GRAÇA, tornando-se um grave problema social que deve ser conhecido e combatido.
A realidade demonstra que os autores de tal espécie de violência, em que pese o fato de se divertirem às expensas do sofrimento alheio, costumam ser populares na escola e estão sempre rodeados de pessoas, sendo a famigerada “popularidade” um ciclo vicioso que alimenta indefinidamente a bullying, pois, quanto mais amendrontador, mais o agressor é tido como “o maioral”.
Estudos de psicologia demonstram que em sua maioria, aos autores, dentro do seio familiar, não são impostos limites durante seu processo educacional e, ante à falta de um modelo de educação, esses procuram nessas “brincadeiras” um meio de adquirir aceitação no meio escolar. Infelizmente, em muitos desses casos, os problemas estão relacionados à personalidade do aluno, muitas vezes, despida de valores de ordem moral como o altruísmo e o amor ao próximo, razão pela qual se faz necessário um esforço em se entender o porquê desses jovens agirem assim.
Sob outro enfoque, as vítimas são escolhidas em razão de algum fator que as faz destoarem dos “padrões de normalidade”, tal como o fato de serem “gordinhas, baixinhas, vesgas, tímidas”, etc, e, em razão dessa violência, tornam-se pessoas com baixa autoestima e que se julgam inferiores aos demais. Por serem submetidas a ataques de toda ordem, acreditam que são indignas de receberem amor e pensam erroneamente que as pessoas não precisam respeitá-las. Por conta dessa resignação, sofrem caladas, sendo frágeis e vulneráveis à situação. MIL VEZES NÃO!! Devemos nos unir para evitar essa repetida prática cada vez mais corriqueira nas escolas.
Para combater o bullying é necessária uma verdadeira força-tarefa envolvendo os pais, as escolas, a sociedade e, nos casos extremos, a justiça. Pois bem. Em um primeiro plano, compete aos PAIS, como primeira referência, definir os valores morais e comportamentos adequados para as crianças, para que estas tenham elementos para diferirem o que é certo do que é errado. Devem criar e fomentar uma consciência moral pautada na ética e no respeito ao próximo. Por isso é importante o DIÁLOGO com os filhos. Em um segundo plano, é primordial o PAPEL DA ESCOLA que deverá agir na capacitação e orientação dos educadores com vistas a identificar tão nociva prática; deverá essa levar o tema para discussão, definir estratégias, estabelecer aos alunos regras claras de conduta, trabalhar para a criação de um ambiente seguro e sadio e orientar as famílias e os pais. Devem ainda os centros de educação realizarem programas “ANTIBULLYNG” para promover uma cultura de paz.
No entanto, sendo identificada a prática de tão nefasto comportamento, a direção da escola deve acionar os pais dos envolvidos e, nos casos mais extremos os Conselhos Tutelares, bem como os órgãos de proteção da criança e adolescente, sem se olvidar da possibilidade de se abrir um procedimento de acordo com o regimento escolar e aplicar-se a punição correspondente caso seja cabível (a escola tem autonomia para tanto). Afirma-se ainda que a escola deve orientar os pais ou responsáveis pela vítima a procurarem a delegacia de polícia para fazerem um boletim de ocorrência.
Outrossim, de fundamental relevo o papel da sociedade como um todo em transmitir às novas gerações a cultura da valorização de preceitos morais e de que a prática do bullying não se trata de uma simples brincadeira, sendo um assunto realmente sério e que traz consequências e marcas profundas nas vítimas.
Ao Ministério Público cabe garantir o cumprimento dos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente com o objetivo de impedir e também reprimir quaisquer infrações que coloquem em risco a integridade de crianças e adolescentes; tendo em conta que, sendo em tese os atos de bullying, quando praticados por crianças e adolescentes, atos infracionais, exsurge o dever ministerial de acompanhar de perto tais ocorrências. Nesse contexto, caberá ainda à escola encaminhar os casos ao Conselho Tutelar e à Promotoria de Justiça se tiverem ocorrido atos infracionais catalogados como crimes – p. ex. lesão corporal, ameaça, vias de fato, calúnia, injúria, difamação, constrangimento ilegal, etc-sendo dever dessas autoridades tomar as providências cabíveis para o fim de buscar a responsabilização dos autores.
Assim, O AUTOR DO BULLYING, uma vez identificado, não pode e nem deve ficar impune, pois o ECA determina que os que praticam atos dessa natureza respondem a procedimentos ficando sujeitos a cumprirem medida sócioeducativa proporcional ao ato praticado, enquanto adolescentes, menores de dezoito anos. Há inúmeros instrumentos legais que amparam a adoção de medidas repreensivas. Caso não comunique aos órgãos de proteção da criança e do adolescente, a escola estará sujeita à responsabilização por omissão e condenação ao pagamento de indenização à vítima por danos morais e materiais, a depender do caso, a exemplo do que já ocorreu em inúmeros casos julgados pela justiça brasileira.
Desse modo, em situações que envolvam atos infracionais, a escola tem o dever de fazer a OCORRÊNCIA policial. Dessa forma, os fatos podem ser devidamente apurados pelas autoridades competentes e os culpados arcarem com as conseqüências dos seus atos previstas na lei. TAIS PROCEDIMENTOS EVITAM A IMPUNIDADE E INIBEM O CRESCIMENTO DA VIOLÊNCIA E DA CRIMINALIDADE INFANTOJUVENIL. Contudo, deve-se evitar ao máximo chegar a esse ponto, sendo preferível a prevenção à repressão do mal outrora praticado.
Cumpre então a todos nós, responsáveis pela formação moral e intelectual das crianças e jovens do nosso país, fazermos a nossa parte, o que ao meu ver, significa ao menos disseminar a todos um princípio básico do senso comum que reza que: “não se deve fazer ao próximo aquilo que não se gostaria que fosse feito com você”. Cumprindo esse mandamento básico, estaremos dando a parcela de contribuição para um mundo melhor.
LUIZ EDUARDO SANT’ANNA PINHEIRO.
PROMOTOR DE JUSTIÇA
quinta-feira, 15 de março de 2012
O CONFLITO INTERNO

Ultimamente, tenho me questionado muito sobre minha essência, meus comportamentos, minhas prioridades e, como parte deste processo de autoconhecimento (ou seria um “autoquestionamento”?), tenho lido bastante. Vez ou outra, compartilho com meus amigos algumas destas leituras: reflexões e mensagens de cunho motivacional e espiritual. No entanto, por várias vezes, fico chateado comigo mesmo, vamos dizer assim, por ainda não estar vivenciando plenamente os valores apregoados. Mas é como dizem, na teoria é uma coisa, na prática é outra. Segundo Sócrates, "A maneira mais rápida e certa de viver com dignidade é ser realmente o que aparentamos ser. Todas as virtudes humanas aumentam e se fortificam quando as praticamos e as vivenciamos.
O fato incontestável é que somos imperfeitos, bons e maus, virtudes e vícios, num mesmo ser, ao mesmo tempo. Não tem jeito. É a nossa atual condição evolutiva. Reconhecer isso, confrontar esta nossa realidade - o “anjinho” e o “diabinho” que moram dentro de nós - já é um começo. O começo do quê? De tudo, da transformação, da evolução, de tudo o que compreende a maravilhosa jornada humana. A viagem ao âmago dos sentimentos, conhecer o próprio “eu”, buscar respostas e, talvez, refazer as perguntas. Portanto, se realmente queremos uma vida plena, cheia de aprendizados, realizações e experiências enriquecedoras, é importante ouvir a nossa “voz interior”, apesar do inevitável “tumulto interno” que ocorre quando despertamos este “eu” que estava adormecido.
A consequência imediata deste processo é o vislumbramento de um novo horizonte, uma nova perspectiva, muitas vezes totalmente diferente do que se imaginava “adequado” ou “sensato” - velhos costumes e padrões sociais que a maioria de nós seguimos de forma automática, impensada, irrefletida. Segundo Hammed “o mundo atual busca uniformizar as pessoas sem perceber que a própria Natureza é contrária a padronização” A sociedade gosta de reprovar as pessoas que não seguem um determinado padrão. Mas a própria Natureza é dinâmica, inconstante, progressiva. Nada é estático. Todos os grandes nomes da humanidade, os grandes feitos, foram justamente aqueles que desafiaram os padrões vigentes.
Viver é correr riscos, é mudar constantemente, é fazer escolhas, é ouvir a própria alma, a voz interior. Silenciar esta voz, como muitos fazem, é como colocar a vida no piloto automático. Seguir o padrão socialmente estabelecido sem questionar o “porquê?” não é viver; é “morrer lentamente” como disse Pablo Neruda em um de seus poemas: “Morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos”.
Diante desta realidade, não nos cabe também proferir julgamentos taxativos a tudo e a todos. Afinal, todos nos encontramos na mesma guerra, na mesma trincheira existencial. Este conflito interno, natural e inerente ao processo evolutivo, é incômodo, mas salutar, não para nos sentirmos culpados e inferiorizados, e sim para nos posicionarmos como humildes aprendizes universais - que de fato somos - diante da vida.
"Será que o que nós temos como verdade é verdade mesmo? Estamos nos sentindo bem? Estamos REALMENTE animados e felizes? De repente podemos estar PRESOS a determinados contextos e ainda não nos apercebemos de que precisamos modificar nosso modo de ver a vida. (...)"
"Eis algumas perguntas que podemos fazer para nós mesmos para identificarmos nossas crenças e valores, positivos ou não, e como eles afetam a nossa vida diária:
Qual o grau de influência da opinião alheia sobre meus atos e atitudes?
Quais crenças cooperam para meu bem-estar interior?
O que me dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões?
O que me impede de desfrutar uma vida plena?
Por que costumo fingir para agradar os outros?
Qual a razão de manter minha reputação alicerçada em um modelo exemplar?
Meus conceitos facilitam autoconfiança?"
"O livre-arbítrio - LIBERDADE DE AGIR E DE PENSAR - nos concede o poder de mudar nossas idéias, nossos modelos, concepções ou pensamentos, e de optar por crenças mais apropriadas ou favoráveis ao desenvolvimento de uma NOVA CONCEPÇÃO de universo interior e exterior. (...)"
"O estado de liberdade da criatura é proporcional ao seu AMADURECIMENTO espiritual. O indíviduo liberto, mais que idéias ou ideais, escolhe os autênticos VALORES DA ALMA, porque reconhece que estes orientam sua vida com LUCIDEZ, discernimento e ânimo. (...)"
"Considera e valoriza as orientações ou sugestões dos outros (cônjuge, familiares, amigos, educadores, etc) porque acredita que eles podem iluminar suas opções existenciais, mas nem por isso perde a AUTONOMIA de agir e pensar livremente.
"Sempre pondera e NUNCA JULGA de modo precipitado as experiências alheias; antes as observa e confronta com as suas e, por fim, as assimila ou as rechaça total ou parcialmente."
“Paulo de Tarso disse: 'Não faço o bem que eu quero, mas pratico o mal que não quero'.”
“Essas são palavras de uma criatura que mantinha um excelente nível de lucidez mental. O Apóstolo dos Gentios procurava manter a sua integridade ou unidade, admitindo as faces desconhecdidas de seu mundo interior. Sabia que não se iluminaria se não as aceitasse, suplicando fervorosamente ao Criador a orientação necessária sobre esses ESTADOS ÍNTIMOS DA ALMA.”
“(…) não mais buscar uma vítima, ou seja, alguém ou alguma coisa para acusar e atacar. Não mais (…) fará dos outros alvo de seus infortúnios. Apenas quando nossas FRAGILIDADES deixarem de ser demonizadas é que seremos levados a lidar com elas em termos de experiência evolutiva.”
“A lucidez dá integridade ao homem, mostrando que deve aceitar a si mesmo. Ao mesmo tempo, faculta-lhe uma visão clara que o impedirá de projetar seus pontos fracos nos outros (…)”
“Negar o lado escuro da nossa personalidade, ou não lhe dar importância, é subestimar a sutileza de seu poder atuante em nossos comportamentos e atitudes. É imprescíndivel admitir nossa face desconhecida, pois só podemos nos redimir ou transformar até onde conseguimos ver.”
Trechos do Livro 'Os Prazeres da Alma' {Hammed}
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
REPRESENTADOS POR TIRIRICAS! ATÉ QUANDO?

Tiririca, o palhaço, o humorista e também o deputado mais votado nas últimas eleições. Não me surpreendeu. O nosso sistema democrático é uma piada mesmo. Só faltava um autêntico palhaço para completar o circo. Nada contra o Tiririca. É só um pequeno exemplo - dos vários - que reforçam a minha frustração com a democracia brasileira. O nosso “governo do povo” é um engodo. E bota engodo nisso. A coisa toda parece que foi feita para não funcionar. E não estou falando aqui somente da deficiência moral do ser humano - que faz com que muitas idéias boas fracassem. Estou falando da idéia em si mesmo, do que está no papel. Os furos são muitos. É praticamente um queijo suíço. Quero analisar aqui o que considero apenas um dos furos, apenas uma das inúmeras falhas do nosso sistema democrático.
Quando contratamos alguém para cuidar da nossa casa ou empresa, primeiramente avaliamos qual é a pessoa mais bem qualificada para a tarefa. Após escolhida e contratada, se ainda assim ela não faz um bom trabalho, ou pior, nos rouba, demitimos e contratamos outra. Simples assim. Nada mais lógico, não? Só que para ser político, representar o povo e cuidar da nossa nação, não é necessário ter qualificação nenhuma, segundo reza a sabedoria da nossa Carta Maior. Basta ser alfabetizado, saber ler e escrever e, conforme jurisprudência da justiça eleitoral, mal e porcamente, diga-se de passagem. Ah! e o mais importante, ter muita grana para iludir (o demoníaco marketing que transforma todos em quase santos) e comprar os votos dos mais pobres e ignorantes. Então eu pergunto: se a nossa Pátria é a nossa maior riqueza, você entregaria a administração da sua riqueza (seus bens, seu patrimônio, seus filhos, seu dinheiro etc) para alguém que não julga qualificado para a tarefa? Perceberam a incoerência?
Mas há muitos que argumentam contrariamente ao que digo: - “Não seja tolo! A Constituição foi sábia! Não se poderia exigir um critério maior que a alfabetização, pois isso iria contra um dos pilares sobre os quais foi erguido o nosso Estado Democrático de Direito, onde o povo é representado pelo povo e todos tem o direito de votar e ser votado. E limitar o poder de escolha do povo é restringir este direito fundamental.” E acrescentam: - “O problema da política brasileira é a falta de caráter, a corrupção, e não a falta de qualificação dos políticos.”
Engraçado falar em limitação do direito de ser votado. A própria exigência de ser alfabetizado já não é uma limitação? Nessa linha de raciocínio, o analfabeto, que ainda representa uma boa parcela do povo e que não pode se candidatar, tem tolhido, então, o seu direito democrático de ser votado (votar ele pode), afinal um analfabeto poderia ser eleito para representar os demais analfabetos, certo? Veja como essa argumentação não se sustenta. Todo poder, cargo, habilidade ou profissão demanda um certo preparo técnico, não é limitação. Para alguém ter o direito de dirigir tem que fazer autoescola e comprovar sua habilidade em exame posterior, para ser médico tem que fazer faculdade e posterior exame, para ser advogado também, e por aí vai. Ninguém está sendo impedido no direito de dirigir, de clinicar ou de advogar.
Não é incoerente que um deputado que irá fazer leis que regem a sociedade e fiscalizar o governo mantido também pela sociedade só precise ser alfabetizado, enquanto é exigido desta mesma sociedade formação, qualificação, conhecimento e preparo contínuos para realizar qualquer tarefa, exercer qualquer simples profissão (concurso de gari exige nível médio por exemplo)? Compreendo que não é uma garantia absoluta, que a pessoa pode ter qualificação e não fazer nada, roubar e etc, mas aí será questão de caráter e não de incompetência. Óbvio que o caráter é fundamental, mas infelizmente este requisito não pode ser medido por critérios objetivos, diferentemente do preparo, da qualificação técnica. Muitos não imaginam o desperdício que há de dinheiro público, não por corrupção ou maldade, mas por puro amadorismo mesmo. Já vi vários casos de má administração pública gerando prejuízos e sabe o que acontece? Nada! Não vou aprofundar o assunto aqui mas basicamente como não houve má-fé, dolo e enriquecimento ilícito, a própria lei e jurisprudência protege o gestor público nesses casos. Ou seja, a lei o protege dele mesmo! E o dinheiro foi para o ralo, nem para o bolso do infeliz foi!
E quanto aos legisladores, vejam as leis que são feitas nesse país! Já vi muita gente inteligente ficar repetindo o clichêzinho de que as nossas leis já são muito boas, o único problema é que não são aplicadas. Boas?? Muitas delas são um desastre! Um professor da faculdade dizia acertadamente que no Brasil há uma diarréia legislativa! Exemplos não faltam. Legislação tributária uma desgraça completa; leis processuais que alimentam a morosidade, a burocracia e a impunidade - processo penal só é bom para o advogado do bandido; a própria Constituição, tão aplaudida e reverenciada, mas com inúmeras contradições; e por aí vai, uma diarréia sem fim! Mas resumindo, esta é a dupla chaga do governo brasileiro: corrupção e incompetência! Se houvessem pessoas mais bem preparadas, pelo menos se eliminaria uma das chagas. Não se trata de limitar direitos, muito pelo contrário. Exigir qualificação é ser a favor da meritocracia.
Um outro argumento contrário ao que estou propondo é dizer assim: - “Existem pessoas que não tiveram nenhuma preparação técnica, nunca estudaram, nunca se formaram, mas na hora de trabalhar se revelam competentíssimas em suas áreas! Outras, possuem excelente instrução, mas na prática, no exercício da atividade, acabam se demonstrando incompetentes. Por isto, a exigência ou não de um nível técnico melhor para os candidatos não irá refletir necessariamente uma melhor atuação política.
Essa é boa! De fato, há algumas pessoas que não foram preparadas ou instruídas, que não fizeram escola, cursos, faculdade, e que, extraordinariamente, são competentíssimas em suas áreas. Mas convenhamos, são exceções! E a regra geral não pode se pautar pela exceção (ou não deveria). Por isso devem ser exigidos critérios objetivos, do mesmo modo que alguém pode saber muito de direito (um rábula) ou de medicina, mas não poderá ser efetivamente médico ou advogado se não preencher os pré-requisitos que a lei exige - ensino superior, exame da OAB, etc. Não é estranho que se exija tanto deles e nada dos cargos políticos, cujas atribuições influirão decisivamente na vida dos mesmos médicos, advogados e demais cidadão? Querer justificar dizendo que há pessoas que nunca tiveram formação nenhuma, mas se revelam brilhantes com a “mão na massa”, e outras que, mesmo com muito estudo e preparação adequada, são um fiasco, ah francamente, não cola. Insisto: é querer pautar a regra pela exceção. É o mesmo que dizer: – Pessoal o Silvio Santos nunca estudou, era camelô e ficou muito rico! Tirem seu filhos da escola, eles não precisam disso!
O que me deixa abismado é que deveríamos estar escolhendo os melhores dentre os melhores para nos representar, e não esses tiriricas da vida (com todo o respeito ao Tiririca como pessoa, palhaço e humorista). Mas ainda assim tem gente que argumenta: - “O povo é que deve fazer este filtro na avaliação do mais preparado. Cabe ao povo a escolha. Isto é a democracia: o povo vota e escolhe aquele que julga ser o melhor para representá-lo.”
Este sim é um típico argumento de quem estuda muitas belas teorias, mas ignora a realidade dos fatos. Um cidadão consciente, que tem um bom emprego, uma boa estrutura familiar, uma boa educação e formação, quando vai votar - pode ser - que faça esta ponderação. Pensa no coletivo, avalia o mais preparado, o que mais confia, as melhores propostas etc. O problema é que a maioria não vota desta maneira. Justamente pelos fatores opostos: má educação, cultura, miséria, etc. A grande maioria troca o voto por cesta básica, por promessas de emprego, por favores em geral. E não adianta simplesmente condenar os que fazem isso, porque muito provavelmente se estivéssemos na mesma situação social, cultural e intelectual faríamos o mesmo. Esse papo de simplesmente deixar à mercê do povo a escolha dos melhores representantes é muito bonito na teoria, mas na prática não funciona. Numa sociedade mais avançada talvez funcione. Veja um exemplo bem fresco: a lei da ficha limpa. Ela é antidemocrática então?? Sim, porque pela democracia plena, sem restrições, sem exigências, sem limitações ao direito de votar, totalmente livre, o povo é quem filtra pelo voto, então se o povo escolher um bandido já condenado pela justiça, o povo julgou que, apesar disso, ele seria o melhor representante, certo?!? A vontade do povo quis assim e a democracia foi plenamente satisfeita, é isso?!? Percebam, numa sociedade mais avançada nem estaríamos discutindo lei de ficha limpa porque o próprio povo iria expulsar os bandidos pelo voto. Como sabemos, não é essa a realidade do povo brasileiro.
Vejamos mais um argumento contrário ao que estou esmiuçando aqui: - “No Brasil, hoje, ainda é a minoria da população que possui alta qualificação, nível superior por exemplo. A exigência desse requisito acabaria por limitar, portanto, a elegibilidade apenas à minoria da população. Ora, se o poder emana do povo, não pode exercê-lo uma pessoa que não representa a sua (o povo) realidade. O Congresso deve ser o microcosmo da sociedade brasileira. E mais: - Os políticos não precisam ter nenhum tipo de formação, já que contam com uma equipe de assessores e profissionais qualificados para ajudá-los. Portanto, não é necessário conhecimento técnico para ser político.”
Interessante. Povo representado pelo povo. Concordo. E, como já disse, este povo deve ser representado pelos seus melhores integrantes – e acho que todos concordam com isso. Então porque o sujeito ralou, batalhou, se instruiu, estudou e se preparou para ascender profissionalmente, intelectualmente, enfim, para se tornar uma pessoa cada vez melhor, ele não é mais da “categoria” povo? (já escrevi um texto neste blog sobre esta inversão de valores que muitos pseudo-intelectuais socialistas gostam de fazer, veja o link: http://precisamosquestionar.blogspot.com/2010_11_01_archive.html ) Sob outro ponto de vista, vejamos numa empresa, quando se vai votar para quem vai comandá-la. Normalmente a votação já se dá dentre os mais bem preparados para o cargo, ou seja, não há possibilidade de que o estagiário da empresa seja o escolhido, na verdade, ele nem está dentre os candidatos. Contudo, este estagiário pode ir estudando, trabalhando, crescendo na empresa, galgando os diversos setores, até que esteja com todos os requisitos para se tornar o chefe. Percebam, ele não está terminantemente excluído de uma oportunidade de assumir o comando da empresa, ele pode se preparar e chegar lá! E não é isso o que acontece frequentemente em muitas empresas? A diretoria destas empresas, compostas de pessoas que começaram em baixos cargos e foram ascendendo em diversos setores, não representa o “microcosmo” da empresa?! É coerente entregar o comando da empresa ao estagiário? Eu sei que a comparação não é exata, porque empresa é diferente de Estado, um é privado, outro público, um persegue o lucro e o outro não e blá blá blá! Mas, carambolas, uma cidade, por exemplo, não é até muito mais complexa que uma empresa, com obras a executar, postos de saúde a gerenciar, escolas a melhorar, etc? Para exercer o papel de prefeito de forma competente e eficiente não seria necessário um conhecimento técnico mínimo sobre administração, contabilidade, legislação, etc? Não há conhecimentos específicos em relação a administração de uma cidade que um prefeito deveria saber? Isso sem falar na questão da maturidade e experiência que um cargo político deveria exigir. Para ser vereador a idade mínima prevista na Constituição Federal é de 18 anos, Prefeito, 21 anos! Um absurdo na minha humilde opinião. Mas nem vou adentrar nesse mérito agora, fica o tema para um outro questionamento.
Sobre ser exigido nível superior para se candidatar, entendo que é discutível. Não disse que deveria ser necessariamente esse o requisito. Não é isto que estou colocando aqui. O que questiono é não se exigir NENHUMA formação, conhecimento, experiência, NADA! Poderia ser colocado, por exemplo, alguma experiência comprovada em administração, como critério para se candidatar ao executivo. No caso do legislativo, poderia ser realizado um curso específico e o candidato faria um exame no TRE sobre confecção de leis, noções de direito, etc. Não sei ao certo, mas qualquer coisa seria melhor do que simplesmente o cara ler "vô-vô vi-u a u-va da vó-vó" não é? Quem administra um hospital, por exemplo, nem sempre é médico, mas tem um baita conhecimento em como administrar um hospital, fruto de muito estudo e trabalho com certeza. E essa de se cercar de assessores e profissionais, de contratar todo mundo, é uma boa saída claro! Quer dizer, o chefe mesmo não sabe nada e tudo o que faz é assinar embaixo aquilo que os outros fazem. É como funciona nos ministérios do governo. Por exemplo (isso nem acontece no Brasil), indicação política de um ministro dos transportes que não tem qualificação nenhuma em transportes. Mas tudo bem, os assessores deles saberão o que fazer, certo?!
Maravilha. Então vamos também eleger juízes, promotores, delegados, por votação popular, bastando que sejam alfabetizados. Eles não saberão das leis, dos trabalhos que terão de desempenhar, mas se cercarão de assessores qualificados para isso. O Judiciário também não é um dos três poderes? O poder não é do povo? Então democracia nele também! Olha que ótima ideia.
Ao discutir sobre o tema com meus colegas me alertaram também sobre um "cursinho" de legislação para parlamentares eleitos (veja o link: http://oglobo.globo.com/politica/deputados-federais-novatos-tem-cursinho-para-aprender-sobre-funcionamento-da-camara-2839847 ) Fala sério!? Pelo que eu li é mais uma piada. Primeiro, que não é obrigatório, segundo, pelo que entendi, é uma espécie de "intensivão", tipo um produto daqueles comerciais, fiquei imaginando: - “Adquira agora mesmo o seu curso e vire um legislador alto nível em poucas horas! É fácil, prático e rápido! Confira o depoimento do Deputado Tiririca: É isso aí abestado!! Agora eu sei fazê as lei! Ô mininu lindu!” E outra, a lógica não é a de se preparar antes para aquilo que se almeja, o cargo pretendido? Você entra no cargo de médico e estuda para medicina depois?
Mas, concluindo a ideia inicial, eu sei que o fato de indivíduo ser preparadíssimo não é garantia de que ele será um bom governante ou legislador. Mas o que pode também um sujeito bom e honesto sem preparo, competência? O que pode um cordeiro num covil de lobos? Dizer que alguém tem que estar preparado minimamente para o cargo que pretende exercer soa tão absurdo assim quando se trata de cargos políticos? Não estou afirmando aqui que ter pessoas mais bem qualificadas no poder seria a salvação da lavoura, uma revolução e o país iria se tornar melhor por conta disso. Talvez tudo continuasse na mesma, já que o grande cerne dos problemas da humanidade é a questão moral. O que questiono é a inversão de valores, a falta de lógica, de bom senso, de razão, e a INCOERÊNCIA de que para ser um funcionário qualquer você precisa ser preparadíssimo, estudar e trabalhar muito, e para ser representante máximo de um poder estatal você pode ser um... tiririca!
Como se não bastasse tamanha incoerência, há ainda o fato de que não temos meios de “demitir” o político escolhido. Temos que aturá-lo lá por 4 longos anos. É como passar um cheque em branco, uma procuração irrevogável com amplos poderes. Nesse ponto a nossa querida Constituição acertou em cheio ao dizer: "O poder emana do povo..." De fato, emana, e uma vez emanado não volta nunca mais. Mas ainda nos resta algum poder - o poder de estudar, de trabalhar, de questionar, de reclamar, de espernear, de protestar, de formar e educar bem os nossos filhos, de participar de algum trabalho social, de ser cidadão efetivo (não apenas votar e já achar que fez seu papel) enfim, de contribuir de alguma forma para a construção de um mundo melhor. A coisa é difícil, mas essa é a idéia, não adianta esperar por políticos messiânicos, “o sistema” (como diria o herói brasileiro Capitão Nascimento) ainda é voltado para o mal. Eu disse - ainda - pois as coisas podem - e vão - mudar, em breve espero. Já estão mudando, dizem os mais otimistas. Pode ser. Mas a mudança real começa em nós mesmo, de dentro para fora. Mudar o mundo é mudar nosso mundo interior - esse é o verdadeiro poder - e que está ao nosso alcance.
Este link também traz ideias interessantes sobre o tema: http://www.kanitz.com/veja/democracia_negativa.asp
Por Rodolpho Barreto Pereira, com a colaboração de Igor Loureiro e Fabiano Miranda.




